Pirulitos se tornam cigarros. Inocentes viram vadias. Dever de casa vai pro lixo. Celulares conectados no twitter durante a aula. Detenção se transforma em suspensão. Refrigerante se torna vodka. Bicicletas viram carros. Beijos viram sexo. Vocês se lembram de quando usar proteção era botar um capacete? De quando a pior coisa que você poderia levar de garotos eram cosquinhas? De quando os ombros do pai eram o lugar mais alto e inatingível e mamãe era nossa heroína? Aliás, lembram-se de quando heroína era o feminino de herói? De quando seu pior inimigo era seu irmão? De quando war era só um jogo de cartas? De quando a única droga que você conhecia era remédio pra tosse? De quando remédio pra tosse era realmente usado pra curar tosse? De quando usar uma saia não te transformava numa vadia? A maior dor que você sentia era quando ralava os joelhos e os “adeus” duravam até só o amanhecer de outro dia. E nós não podiamos esperar por crescer?
(Source: imightsay, via theyareplayingmyfavoritesong)

Se a frase “Ordem e progresso” estampada em nossa bandeira não se concretiza em nosso país, em minha vida ela irá se concretizar. Irei colocar ordem em mim, em meus pensamentos e em minhas ações, e o progresso virá. Virá com o tempo , será gradativo, sem pressa, sem muita ambição. O progresso de que falo não é somente em bens , em dinheiro, mas como pessoa, como o que sou. Irei progredir. Irei avançar. Mesmo que entre passos tortos, cambaleios e vontades de desistir irei seguir. Pois nada me fará parar. O progresso não pode parar. Ao menos o meu não.

Vivo guardando comigo as vontades que tenho de chorar. Não sou chuva de verão. Vou guardando, juntando tudo aquilo que me deixa triste. Porém, quando sinto não haver mais espaço para nenhuma mágoa, nenhuma tristeza boba, chovo. Nessa hora sou dilúvio. Tempestade. Nessa hora tudo reaparece e me enfraquece, cada vez mais. Nessa hora choro, como se esvaziasse junto às lágrimas as causas de tanto choro. Mas não esvazia. Nunca esvazia. Apenas ficam escondidinhas, essas espertinhas. Elas esperam um momento em que eu esteja sensível para atacarem. Elas esperam a próxima tempestade.